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LeiloLeite Informação
Alimentação e manejo de bovinos – unidades de medidas importantes

Alexandre Lúcio Bizinoto


Com a chegada da estação seca do ano pecuário, as preocupações com a suplementação animal e com as áreas de manejo aumentam entre os produtores. Fato importante que mercê a atenção contínua dentro das propriedades especializadas na produção de bovinos, pois as restrições de espaço ou de acesso podem interferir na nutrição adequada dos animais e causar estresse por disputa por alimentos nos cochos.

A prática de confinamento em currais coletivos ou baias individuais deve considerar a área mínima necessária ao bem estar de cada animal, a qual por sua vez é influenciada pela incidência de chuvas no período de realização do confinamento, do tipo de piso adotado e também da presença ou não de cobertura. São comuns indicações de 10 m2 / animal alojado em sistema confinado a “céu aberto”, entretanto, dependendo da região do país, esta área pode passar para até 14 m2.

Nos confinamentos coletivos, as áreas de chegadas aos cochos variam conforme a categoria, tamanho e presença de cornos, sendo indicado de 0,6 a 0,8 m / cabeça alojada para cochos destinados à alimentação volumosa e entre 0,03 a 0,05 m / cabeça alojada para saleiros e bebedouros. Preferencialmente estes dois últimos cochos deverão estar posicionados em lados opostos do curral, possibilitando maior alternância dos animais no acesso aos mesmos.

Nas áreas destinadas ao pastejo, sugere-se o distanciamento de 30 a 50 m entre bebedouros e saleiros, evitando-se distâncias superiores a 200 m. Distâncias maiores vinculam-se à necessidade de sombras para proporcionar melhor conforto aos animais no momento do deslocamento para a ingestão.

As baias individuais destinadas a bovinos adultos devem apresentar áreas internas próximas a 30m2, com boa circulação de ar e um bom sistema de drenagem no piso.
Nestas instalações normalmente se pratica a alimentação completa (ração total), podendo ser então adotado o uso de cochos para alimentos sólidos e para água. Neste modelo de sistema de produção as áreas de chegada aos cochos são padronizadas em 0,7m.

Vale lembrar que pé-direito mais elevado melhora o conforto térmico dos animais, favorecendo a permanência dos mesmos em seu ambiente criatório. Não menos importante é a possibilidade de fracasso em sistemas coletivos de confinamento com a não observação destas condições técnicas, as quais irão promover possíveis restrições de acesso de parte do lote, reduzindo consecutivamente o desempenho zootécnico dos mesmos.



Texto inserido em 26/8/2007.




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